Suspensa a venda do medicamento Bextra
Brasília, 7 de abril de 2005 - 19h50
Bextra deverá ser recolhido do mercado
A Anvisa recebeu nesta terça-feira (12/04) o comunicado oficial do laboratório Pfizer sobre a suspensão da comercialização dos medicamentos Bextra oral e Bextra IM/IV. Já na sexta-feira (08/04), o laboratório havia se comprometido a suspender as vendas e iniciar a retirada voluntária do medicamento do mercado. Hoje, o fabricante deverá apresentar à Anvisa proposta de campanha de esclarecimento ao público sobre possíveis problemas envolvendo seu produto e os mapas de recolhimento.
Na última semana o Food and Drug Administration (FDA), dos EUA, e as agências européia e canadense de vigilância sanitária solicitaram a interrupção da venda do medicamento. O pedido se baseou na ausência de dados sobre segurança cardiovascular depois de uso prolongado do medicamento, relatos de ocorrências de alergias sérias em usuários e falta de comprovação de vantagens reais na utilização do Bextra quando comparado a outros anti-inflamatórios.
Desde a retirada do mercado do VIOXX (rofecoxibe), em outubro de 2004, a Anvisa vem reavaliando a segurança dos demais inibidores seletivos de COX-2 (anti-inflamatórios utilizados contra dor e para tratar doenças reumáticas, entre outros usos) registrados e comercializados no Brasil, entre os quais o Bextra.
Em fevereiro a Agência já havia determinado que os fabricantes desses produtos fizessem advertências e restrições de uso nas bulas dos medicamentos, tais como a proibição de utilização por menores de 18 anos e por pacientes portadores de doenças cardio-vasculares.
As Informações são da Assessoria de Imprensa da Anvisa

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